NÃO DISSE NADA, AMOR
(bolero)
Não disse nada, amor, não disse nada:
foi o rio que falou com a minha voz
a dizer que era noite e é madrugada
a dizer que eras tu e somos nós.
A dizer os mil rostos de Lisboa
ao longo do teu rosto se te beijo.
À luz de um pombo chamo Madragoa
e Bairro Alto ao mar se te desejo.
Não disse nada, amor. Juro, calei-me:
foi uma voz que ao longe se perdeu.
Cuidei que era Lisboa e enganei-me
pensei que éramos dois e sou só eu.
sábado, 31 de Outubro de 2009
terça-feira, 27 de Outubro de 2009
sexta-feira, 16 de Outubro de 2009
domingo, 27 de Setembro de 2009
terça-feira, 22 de Setembro de 2009
Honorable Mention
Em ti subo cada degrau infinito
com verdades abstractas que me dirigem fulminantemente
para uma vida errante
a linha que te escapa não é recta
é um grito dentro de um rastro
como nós
na escuridão sabemos
que montagens se apagam
e juízos se acendem
é nessa noite que confirmo
que aqueles passos
são cada vez mais meus.
com verdades abstractas que me dirigem fulminantemente
para uma vida errante
a linha que te escapa não é recta
é um grito dentro de um rastro
como nós
na escuridão sabemos
que montagens se apagam
e juízos se acendem
é nessa noite que confirmo
que aqueles passos
são cada vez mais meus.
sexta-feira, 18 de Setembro de 2009
quinta-feira, 3 de Setembro de 2009
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